quarta-feira, 30 de março de 2016

Cera Artificial p/ Abelhas sem Ferrão - Potes Pré-Prontos



Receita:



•    Cera de Apis

•    Própolis da melípona que vai receber a cera artificial.

•    Óleo vegetal (óleo de comida).



Medidas:


Para cada 1 kg de cera de Apis, coloque 100 ml de óleo vegetal e 100 a 150 gramas de própolis da melípona que vai receber.



Coloque tudo em banho Maria a cera, oleo e a propolis, quando tudo estiver em estado liguido, baixe o fogo para não aquecer demais a mistura.


Ao iniciar a confecção dos potes, comece a mexer a cera e só pare quando terminar, evitará que o óleo ou a própolis fique mais concentrado em um lugar do que em outro. A mistura deve ficar homogenia.
Para fazer os potes usam-se bastões de madeira, mergulhe na mistura e mergulhe em água fria ela se solta naturalmente.


Se quiser poderá utilizar tabuas para fazer folhas, que podem ser usadas para envolver crias, reduzir espaço em colméias maiores etc. as folhas assim como os potes ficam fáceis de serem trabalhados pelas abelhas.

Ex.


Na foto abaixo tem uma divisão.
A colméia foi fotografada quando tinha apenas 05 dias de vida, note que as abelhas pegaram cera de alguns potes e utilizaram para construírem o túnel de entrada.


 



O restante foi utilizado para armazenar mel. (enxame esta sendo alimentado- alimentador coletivo)
No ninho e no canto inferior esquerdo da melgueira, podem-se ver dois dos potes também sendo utilizado para armazenamento de pólen.

Postado no blog:

PEGANDO FORÍDEOS COM PACOTE PLÁSTICO. Meliponário Abelhas do Sul.

Método utilizado por José Carlos do Meliponário Abelhas do Sul, considerado muito eficiente no combate dos forídeos (mosquinhas ligeiras).
Observação: Outro método que pode ser utilizado é levar a colméia para dentro de um cômodo fechado e assoprar várias vezes por entre os potes de alimento e pelo invólucro do ninho, até saírem todos os forídeos e levar a colméia para seu local de origem.

Ração protéica para abelhas sem ferrão



Quem pensa que abelhas precisam somente do mel está enganado. Na verdade, as abelhas precisam tanto do pólen quando do mel, o mel representa o alimento energético enquanto que o pólen é alimento protéico.

Fazendo uma comparação bem vulgar, poderia dizer que o mel está para as abelhas assim como a rapadura com farinha está para o cabloco sertanejo, ou mesmo, que o pólen está para as valentes aladas assim como a carne de sol para o nordestino.

Sem pólen de qualidade e em quantidade as abelhas não crescem de forma favorável ao desenvolvimento da atividade do meliponicultor. Dessa maneira, nos períodos de escasses de alimento não adianta apenas empurrar xarope nas abelhas. O ideal é que se forneça também um substituto para o pólen na ausência de boas floradas.

Pesquisas realizadas pela EMBRAPA do Pará mostraram que a quantidade de proteína na composição do pólen é um fator importante para o crescimento das colônias de abelhas sem ferrão.

Dessa maneira, durante o congresso em Cuiabá-MT acabei aprendendo uma ótima receita para o desenvolvimento de uma ração protéica que vem trazendo excelentes resultados no desenvolvimento dos meus enxames.

A receita me foi passada pelo Prof. Dr. Giogio Venturieri e o modo de preparo pelo seu aluno de pós-graduação, o colega Peter Hans Muller, outro cara fera que vai seguindo os passos do Mestre Venturieri. Essas duas figuras trabalham com abelhas sem ferrão já a bastante tempo e são referências na região amazônica sobre as abelhas sem ferrão.


A primeira coisa a se fazer é coletar um pouco de pólen in natura de alguma colônia, a primeira dica é que não pode ser qualquer pote de polén, tem que ser aquele onde as abelhas já inciaram o processo de fermentação, ou seja, aquele polén de potes lacrado de consistência pastosa.
Esse polén possui uma série de microorganismos e substâncias enzimáticas inseridos pelas abelhas que fazem o processo de fermentação do pólen, somente após esse processo químico é que o alimento se transforma nessa pasta que vai sendo consumida pelas abelhas aos poucos. Após a coleta reserve-o em algum recipiente limpo.

Vamos usar cerca de 300g de farinha de soja ou levedo de cerveja, pode ser qualquer um desses, escolha o que tiver a maior concentração de proteína e for mais barato pra você, no caso aqui eu escolhi a farinha de soja.

Junto com a farinha misturamos um pouco de mel ou mesmo xarope, cerca de 200ml, tanto faz o efeito é praticamente o mesmo e as abelhas consomem do mesmo jeito.

Vamos misturando o mel aos poucos a farinha até a consistência começar a ficar pessada para mexer. O ponto certo é esse aí abaixo, veja que ficou um pouco molinho e bem pegajoso.



Após chegarmos ao ponto correto misturamos o pólen in natura que foi coletado antes, misturamos de forma que ele se integre por igual na pasta da ração.


Por fim, após chegarmos a essa massa pastosa já com o pólen integrado a ela a mesma deve descançar por 15 dias enrolada em um pano limpo de modo a permitir um pouco de circulação do ar e a fermentação pelos microorganismos que estão presentes no pólen.


15 dias depois a massa, que era bem pegajosa, se transforma nessa pasta seca de coloração achocolatada. Pronta para ser consumida pelas abelhas. Eu uso copinhos de café para servir a ração, principalmente por que dá pra dosar a quantidade que cada caixa recebeu e consumiu.


Eu utilizo essa ração principalmente nas colônias novas ou mesmo naquelas que forneceram algum material para a formação de novos enxames.

No outro dia quase todo alimento já foi consumido ou armazenado, já observei por várias vezes as abelhas levando a ração para os seus potes de alimento, ou mesmo, devido a tamanho do copinho de café, fazerem ali mesmo uma cobertura com cera e utilizarem o próprio recipiente com "pote natural".


Postado no blog : Meliponário do Sertão

Observações: Fechar os copos com lâminas de cera para não atrair forídeos;
Colocar a ração protéica somente para abelhas estruturadas;
Se possível fazer um acompanhamento das colméias que foram reforçadas com a ração.