É o método de fazer novos enxames usando como base enxames pré-existentes, quer em caixas racionais, quer doando material genético de cavidades naturais.
a) Colônias existentes no meliponário. Nesse processo se usam materiais disponíveis no meliponário do criador, ou de criadores consorciados, de forma a promover ou não a variabilidade genética, tão importante para a saúde futura dos novos ninhos. Pode ser usado material de uma única colméia ou de colméias distintas, se empregando discos, abelhas, pólen, resinas e alimento de forma a não solapar tudo de uma só matriz.
b) Colônias existentes na natureza. Nesse processo normalmente se usa discos de cria de uma caixa racional doadora, e operárias de enxames naturais ocupantes de cavidades em muros, barrancos, rochas ou árvores. É uma forma de se poupar os enxames matrizes e utilizar recursos da natureza, na busca de uma variabilidade genética e promoção do plantel, pala facilidade de se promover novos enxames das matrizes, que se recuperam em pouco tempo, por não doarem as campeiras.
Existem várias métodos de divisão artificial, bem como variações entre os mesmos. Assim o meliponicultor com conhecimentos, pode utilizar o melhor processo de divisão em conformidade com as condições do ninho e disponibilidade de enxames, demonstrado a seguir:
- Caixa A doa todo material necessário;
- Caixa A doa discos; Caixa B doa o restante;
- Caixa A doa discos; Caixa B doa campeiras, Caixa C doa mel, pólen e resina;
- Caixa A doa discos; Caixa B doa campeiras, Caixa C doa mel, pólen e resina; Caixa D doa operárias jovens; etc...
- enxames podem ser iniciados com a rainha mãe, deixando a colméia filha órfã o que também é uma opção de divisão, em locais de difícil aceite de rainhas e baixa oferta de cortiços na natureza.
Quando faltar lamelas de cera, que é a estrutura para controlar a temperatura do ninho, laminar cera de outra abelha (pode usar cera alveolada de Apis), e fazer a proteção, que em determinadas épocas de clima ameno elas tem dificuldade de construir, mas é muito importante para a estabilização do ninho.
O recomendável para iniciantes na atividade é manejar os enxames para divisão, somente quando o tempo for propício e haver florada favorável, o que está cada ano mais raro de acontecer, especialmente pela diminuição constante das floradas. Outra dica é contar com auxílio de meliopnicultor experiente, pois se ocorrer alguma variante não conhecida nos livros ou em cursos, haverá providencia imediata evitando o prejuízo ao enxame.
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