quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Divisão Artificial


É o método de fazer novos enxames usando como base enxames pré-existentes, quer em caixas racionais, quer doando material genético de cavidades naturais.
a) Colônias existentes no meliponário. Nesse processo se usam materiais disponíveis no meliponário do criador, ou de criadores consorciados, de forma a promover ou não a variabilidade genética, tão importante para a saúde futura dos novos ninhos. Pode ser usado material de uma única colméia ou de colméias distintas, se empregando discos, abelhas, pólen, resinas e alimento de forma a não solapar tudo de uma só matriz.

b) Colônias existentes na natureza. Nesse processo normalmente se usa discos de cria de uma caixa racional doadora, e operárias de enxames naturais ocupantes de cavidades em muros, barrancos, rochas ou árvores. É uma forma de se poupar os enxames matrizes e utilizar recursos da natureza, na busca de uma variabilidade genética e promoção do plantel, pala facilidade de se promover novos enxames das matrizes, que se recuperam em pouco tempo, por não doarem as campeiras. 

Existem várias métodos de divisão artificial, bem como variações entre os mesmos. Assim o meliponicultor com conhecimentos, pode utilizar o melhor processo de divisão em conformidade com as condições do ninho e disponibilidade de enxames, demonstrado a seguir:
- Caixa A doa todo material necessário;
- Caixa A doa discos; Caixa B doa o restante;
- Caixa A doa discos; Caixa B doa campeiras, Caixa C doa mel, pólen e resina;
- Caixa A doa discos; Caixa B doa campeiras, Caixa C doa mel, pólen e resina; Caixa D doa operárias jovens; etc...
- enxames podem ser iniciados com a rainha mãe, deixando a colméia filha órfã o que também é uma opção de divisão, em locais de difícil aceite de rainhas e baixa oferta de cortiços na natureza.

Quando faltar lamelas de cera, que é a estrutura para controlar a temperatura do ninho, laminar cera de outra abelha (pode usar cera alveolada de Apis), e fazer a proteção, que em determinadas épocas de clima ameno elas tem dificuldade de construir, mas é muito importante para a estabilização do ninho.
O recomendável para iniciantes na atividade é manejar os enxames para divisão, somente quando o tempo for propício e haver florada favorável, o que está cada ano mais raro de acontecer, especialmente pela diminuição constante das floradas. Outra dica é contar com auxílio de meliopnicultor experiente, pois se ocorrer alguma variante não conhecida nos livros ou em cursos, haverá providencia imediata evitando o prejuízo ao enxame.


Leia mais em: http://www.abelhasemferrao.com/forum/viewtopic.php?f=17&t=56&sid=c13b0408685e487323c085ef45e177a0#p193

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

ALIMENTAÇÃO ARTIFICIAL: AÇÚCAR INVERTIDO

ALIMENTAÇÃO ARTIFICIAL
 
    Quando o período de floração não é dos melhores e a meteorologia adversa às atividades das abelhas, pode faltar alimento nas colmeias, culminando com a morte das abelhas devido a fome. Nestas ocasiões, quando necessário, deve-se socorrer as abelhas fornecendo uma boa alimentação artificial que pode ser de subsistência ou para aumentar a postura da rainha a alimentação estimulante.

AÇÚCAR INVERTIDO

 

PREPARAÇÃO: Coloca-se numa panela 5 kg de açúcar cristal misturado com 1,7 litros de água e leva-se ao fogo, quando começar a liberar vapor, adiciona-se 5 gramas de ácido tartárico e deixa-se em fogo baixo por 40 a 50 minutos. Após deixar esfriar e condiciona-se em embalagens PET de 2 litros.

    O ácido tartárico em meio quente, transforma a sacarose em glicose e frutose. Ocorre a mesma reação que as abelhas fazem com a saliva (enzima invertase). 
Observações: Pode ser utilizado no lugar do ácido tartárico o ácido cítrico;
Pode ser adicionado ao xarope uma pitada de sal;
Para a receita de 5 kg de açúcar cristal, pode ser misturado 2,5 litros de água sem maiores prejuízos;
Pode ainda ser substituído pelo ácido tartárico de 2 a 3 limões cravo (rosa).
 

Leia mais em: http://www.apacame.org.br/mensagemdoce/50/tecno.htm

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Onde criar Abelhas Sem Ferrão e porque criá-las?


Essas abelhas podem ser criadas em áreas próximas de pessoas e animais, inclusive em ambientes urbanos. São consideradas totalmente inofensivas e não exigem a necessidade de espaço para a alocação dos enxames.
Essas espécies de abelhas têm uma importância que pode ser calculada, tanto pelo seu papel polinizador, contribuindo na manutenção das comunidades vegetais e animais, como pela possibilidade de utilização de seus produtos, tornando-se o sustentáculo econômico, cultural, social e ecológico, ajudam a preservar a biodiversidade, pois são polinizadoras por excelência das plantas. Além disso, geram receita com a produção de mel sem que haja grandes investimentos. O manejo é menos arriscado em relação ao da abelha de ferrão.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Livro Recomendado


Vida e Criação das Abelhas Indígenas sem Ferrão


Prof. Dr. Paulo Nogueira Neto
Conteúdo 
Cap. 1 - Características diversas, distribuição geográfica e aclimatação dos Meliponíneos
Cap. 2 - Os materiais de construção
Cap. 3 - A arquitetura dos ninhos
Cap. 4 - A determinação dos sexos e das castas
Cap. 5 - A questão dos machos diplóides
Cap. 6 - As rainhas, as operárias e os machos
Cap. 7 - Algumas capacidades e atividades básicas
Cap. 8 - A escolha das espécies
Cap. 9 - A obtenção de colônias
Cap. 10 - O transporte e o recebimento de colônias
Cap. 11 - Os meliponários, seus equipamentos e suas construções de abrigo
Cap. 12 - Uma colmeia racional para Meliponíneos
Cap. 13 - As peças necessárias para construir uma colmeia
Cap. 14 - Alguns detalhes das colmeias
Cap. 15 - A transferência para a nova colmeia e alguns cuidados especiais
Cap. 16 - As atividades de manutenção
Cap. 17 - As inspeções e o manejo das colmeias
Cap. 18 - Como fortalecer as colônias
Cap. 19 - A divisão de colônias
Cap. 20 - O manejo de rainhas
Cap. 21 - A orfandade
Cap. 22 - Limitações sérias em colônias de espécies não nativas
Cap. 23 - A samora/saburá (polem), os óleos florais e as proteínas animais
Cap. 24 - O néctar, a seiva, o melato, o mel e as suas colheitas
Cap. 25 - Hábitos anti-higiênicos
Cap. 26 - As propriedades antibióticas do mel
Cap. 27 - Como pasteurizar e conservar bem o mel
Cap. 28 - Alguns méis, melatos e samoras / saburás (pólens) tóxicos para pessoas
Cap. 29 - Plantas indesejáveis para as abelhas ou para as pessoas
Cap. 30 - As mortalidades da cria
Cap. 31 - As mortalidades das abelhas adultas
Cap. 32 - Os furtos e roubos efetuados por abelhas
Cap. 33 - Os inimigos, os vizinhos associados e os inquilinos

Link para baixar o Livro: http://eco.ib.usp.br/beelab/pdfs/livro_pnn.pdf



Uruçu Nordestina



É uma abelha sem ferrão nativa do Brasil, encontrada na zona da mata do litoral baiano e nordestino. Esta espécie prefere habitar locais úmidos, nidificando em árvores de grande porte. Possui abdômen escuro, com cinco listras claras. O comprimento das operárias é de 10 a 12 mm.
Apresenta um tipo de pelagem bem clara quase amarela na parte superior ao tórax. A população do enxame é grande comparado a outras espécies de meliponas. Trabalha desde os primeiros raios de sol até o final da tarde. O mel dessa espécie é muito valorizado no nordeste, tem um alto teor de água como a grande maioria das abelhas sem ferrão. Os enxames podem produzir em média de 2,5 a 4 litros/ano/colônia.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Uruçu Amarela


São abelhas sociais que vivem em colônias grandes. São pouco agressivas, cujo comportamento defensivo é beliscar a pele. Os ninhos são encontrados em ocos de árvores. A entrada do ninho é localizada no centro de raias convergentes de barro e permite que apenas uma abelha entre ou saia de cada vez. Os favos de cria são horizontais ou helicoidais e não ocorrem células reais. O invólucro está presente e é constituído por várias membranas de cerume. Os potes de alimento possuem cerca de 4 cm de altura. 
Distribuição geográfica
Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

Guiruçu (Schwarziana quadripunctata)


A Guiruçu é popularmente conhecida como Abelha-Mulata, Mulatinha, Abelha-do-Chão, Papa-Terra e Iruçu-do-Chão. É uma abelha social, da subfamília dos meliponíneos. É uma espécie muito mansa, visitante da copa das árvores. A Schwarziana quadripunctata nidifica no solo, em buracos no chão, ou em ninhos de formigueiros abandonados. Os ninhos da Guiruçu tanto podem ser encontrados a 30 cm do solo, como a 1,5m deste. Por isso, essa abelha precisa de uma melhor termorregulação de seu ninho para controlar a sua temperatura interna.
Esta espécie de abelha pode ser encontrada no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, no Goiás, no Espírito Santo e na Bahia.
A Guiruçu produz um mel de excelente qualidade e muito saboroso. Alguns meliponicultores deixam o ninho enterrado em seu local de origem, recolhendo o mel produzido periodicamente.

Fonte: http://www.cpt.com.br/cursos-criacaodeabelhas/artigos/abelhas-sem-ferrao-guirucu-schwarziana-quadripunctata